sábado, 25 de março de 2017

Prémios Sophia 2017: Os vencedores

Os vencedores dos Prémios Sophia 2017 foram anunciados na passada Quarta-feira, dia 22 de Março, numa cerimónia no CCB, em Lisboa. Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira, foi o grande vencedor da noite com nove estatuetas.


Eis a lista completa de vencedores:

Melhor Curta-Metragem de Ficção
Menina, Simão Cayatte

Melhor Curta-Metragem de Animação
Estilhaços, José Miguel Ribeiro

Melhor Curta-Metragem de Documentário
Balada de um Batráquio, Leonor Teles

Prémio Sophia Estudante
A Instalação do Medo, Ricardo Leite

Melhor Actriz Secundária
Manuela Maria - A Mãe é que Sabe

Melhor Actor Secundário
Adriano Carvalho - A Mãe é que Sabe

Melhor Guarda Roupa
Lucha d'Orey - Cartas da Guerra

Melhor Direcção Artística
Nuno G. Mello - Cartas da Guerra

Melhor Maquilhagem e Cabelos
Nuno Esteves “Blue” - Cartas da Guerra

Melhor Documentário em Longa-Metragem
Mudar de Vida, José Mário Branco, vida e obra, Nelson Guerreiro, Pedro Fidalgo

Melhor Som
Ricardo Leal - Cartas da Guerra

Melhor Banda Sonora Original
Mário Laginha - Cinzento e Negro

Melhor Direcção de Fotografia
João Ribeiro - Cartas da Guerra

Melhor Argumento Original
Luís Filipe Rocha - Cinzento e Negro

Melhor Argumento Adaptado
Ivo M. Ferreira, Edgar Medina - Cartas da Guerra

Melhor Montagem
Sandro Aguilar - Cartas da Guerra

Melhor Canção Original
Sobe o Calor letra de Sérgio Godinho e música de Filipe Raposo - Refrigerantes e Canções de Amor

Melhor Actriz Principal
Ana Padrão - Jogo de Damas

Melhor Actor Principal
Miguel Borges - Cinzento e Negro

Melhor Realizador
Ivo M. Ferreira - Cartas da Guerra

Melhor Filme
Cartas da Guerra, O Som e a Fúria

Prémio Mérito e Excelência
Ruy de Carvalho

quarta-feira, 22 de março de 2017

Sugestão da Semana #264

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recomenda o filme brasileiro Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, com Sonia Braga no papel principal.

AQUARIUS


Ficha Técnica:
Título Original: Aquarius
Realizador: Kleber Mendonça Filho
Actores: Sonia Braga, Maeve Jinkings, Irandhir SantosHumberto Carrão
Género: Drama
Classificação: M/16
Duração: 146 minutos

segunda-feira, 20 de março de 2017

Estreias da Semana #264

Dez filmes chegaram aos cinemas portugueses esta Quinta-feira. A Bela e o Monstro, A Idade das Sombras e Aquarius foram algumas das estreias.

A Bela e o Monstro segue a história do clássico que adapta e apresenta-nos Bela (Emma Watson), uma jovem bonita e independente, que é aprisionada por um Monstro no seu castelo. Apesar dos seus receios, torna-se amiga dos empregados encantados e consegue, aos poucos, aproximar-se do Monstro, e conhecer o seu verdadeiro eu.

A Estrada 47 (2014)
Durante a Segunda Guerra Mundial um grupo de sapadores da Força Expedicionária Brasileira entra em pânico no sopé do Monte Castelo. Os soldados tentam descer a montanha, mas acabam por se perder uns do outros. Quando conseguem reencontrar-se, precisam decidir se retornam para o batalhão e correm o risco de enfrentar um Tribunal Marcial por abandono de posto, ou voltam para a posição da noite anterior e se arriscam a enfrentar um ataque surpresa do inimigo. Após tensa discussão decidem desarmar o campo de minas mais perigoso de Itália. No caminho, encontram dois outros desertores; um soldado italiano cheio de remorsos que tenta juntar-se à Resistência e um oficial alemão cansado da guerra. Com a inesperada ajuda dos ex-inimigos, o grupo tenta cumprir a missão que até então fora considerada impossível.

A Idade das Sombras (2016)
Mil-jeong
Agentes da resistência coreana, embarcam numa missão secreta para contrabandear explosivos que permitam atacar o exército japonês, e um talentoso agente da polícia japonesa, natural da Coreia, enfrenta um dilema entre a realidade e o desejo de ajudar uma causa maior.

Aquarius (2016)
Clara (Sonia Braga), uma viúva de 65 anos, crítica de música reformada, nasceu numa família rica e tradicional no Recife, Brasil. Ela é a última residente do Aquarius, um edifício construído nos anos 40, na zona cara junto ao mar da Avenida Boa Viagem, Recife. Todos os apartamentos vizinhos já foram adquiridos pela empresa que apresentou projectos para construir um novo empreendimento. Clara jura que só sairá dali morta e entra numa guerra fria com a empresa, num confronto obscuro, assustador e emocionalmente desgastante. Esta tensão não só perturba Clara como torna as suas rotinas exasperantes, levando-a a reflectir sobre si e aqueles que ama, o seu passado e o seu futuro.

Código de Família (2016)
Trespass Against Us
Três gerações da família de Cutler viveram como foras da lei junto de algumas das zonas rurais mais ricas da Grã-Bretanha - caçando lebres, invadindo casas senhoriais e provocando a polícia. Em luta para manter um modo de vida que se está a extinguir rapidamente, Chad Cutler é apanhado entre os princípios arcaicos do pai e a tentativa de fazer algo pelos seus filhos, enquanto a lei se aproxima inexoravelmente.

Collide - A Alta Velocidade (2015)
Collide
Depois de um assalto falhado, Casey Stein (Nicholas Hoult), um jovem americano a viver na Europa, é obrigado a fugir de um gang liderado por Hagen (Anthony Hopkins). Para complicar ainda mais a situação, Casey fica na posse de bens valiosos pertencentes a Hagen, que tudo fará para os recuperar. Sem outras opções, Casey recorre à ajuda de Geran (Ben Kingsley), o seu antigo patrão e traficante de droga, para que este proteja a sua namorada, Juliette (Felicity Jones), antes que Hagen a consiga capturar. Desta forma, Casey acaba por se envolver numa louca perseguição pelas autoestradas de Munique para salvar o amor da sua vida, antes que seja tarde demais.

Malapata (2017)
Carlos e Artur vivem a experiência de ganhar a lotaria. De um dia para o outro, vêem as suas vidas dar a maior das voltas ao ficarem milionários. Levados pelo entusiasmo fazem as maiores e mais disparatadas excentricidades, mas começam a ser vítimas de uma estranha e inexplicável série de bizarros infortúnios e azares que quase lhes custa a vida.

Na Vertical (2016)
Rester vertical
Léo anda à procura de lobos numa grande planície da região de Lozère, quando encontra uma pastora, Marie. Alguns meses mais tarde, têm um filho. Com depressão pós-parto e sem ter qualquer confiança em Léo, que vai e volta sem dar cavaco, Marie abandona pai e filho. Léo dá por si com um bebé nos braços. É complicado, mas no fundo ele gosta. Durante esse período, não trabalha e aos poucos cai na miséria. É a degradação social que o atira para as planícies de Lozère e para o lobo.

O Fundador (2016)
The Founder
O Fundador é a adaptação ao cinema da biografia de Ray Kroc, fundador da cadeia de comida rápida McDonald´s. Relata como um caixeiro-viajante do interior dos Estados Unidos comprou, em 1954, o franchise do restaurante de hambúrgueres dos pouco ambiciosos irmãos Mac e Dick McDonald. O sucesso e as inovações introduzidas por Kroc permitiram-lhe adquirir a empresa aos McDonald, em 1961, por 2,7 milhões de dólares.

Sol de Chumbo (2015)
Zvizdan
Uma história de amor, passada em três décadas consecutivas, em duas aldeias vizinhas nos Balcãs com uma longa tradição de ódio inter-étnico. Na primeira história, em 1991, uma ligação romântica é forçada à clandestinidade quando o amor se torna num luxo proibido numa atmosfera de pré-guerra, loucura, confusão e medo. Depois, em 2001, terminada a guerra, os amantes não conseguem concretizar a sua paixão numa relação estável: as cicatrizes do conflito estão demasiado frescas e não saram facilmente. Por fim, em 2011, o amor consegue finalmente criar raízes se os amantes conseguirem libertar-se do passado. O mal e a suspeita não desapareceram completamente das suas vidas. Ainda não é fácil conseguir uma catarse, mas é possível tentar, uma vez mais.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Crítica: A Bela e o Monstro / Beauty and the Beast (2017)

"Think of the one thing that you've always wanted. See it in your mind's eye and feel it in your heart."
Monstro

*7/10*

Refazer, em imagem real, um clássico do cinema de animação pode levantar dúvidas quanto ao sucesso do produto final. O mais recente A Bela e o Monstro não traz grandes novidades, mas mantém o encanto de uma das mais belas histórias da Disney, com um elenco que lhe faz jus.

O arriscado desafio de Bill Condon constrói-se com um toque de actualidade, tirando partido das características mais marcantes dos seus protagonistas. O facto de se manter relativamente fiel ao original joga a seu favor, fazendo perdurar o encanto, a que junta algum humor bem conseguido. Ao mesmo tempo, o filme ganha identidade própria com pequenas alterações ao argumento que o tornam mais actual e nada infantilizado.

A Bela e o Monstro segue a história do clássico que adapta e apresenta-nos Bela (Emma Watson), uma jovem bonita e independente, que é aprisionada por um Monstro no seu castelo. Apesar dos seus receios, torna-se amiga dos empregados encantados e consegue, aos poucos, aproximar-se do Monstro, e conhecer o seu verdadeiro eu.


São muitos os efeitos especiais, mas também é imenso o talento da equipa que trabalhou para concretizar este musical. Há algumas novas letras, que mantêm o espírito Disney, há planos que nos fazem dançar com as personagens, há ironia, quebra de preconceitos, emancipação feminina e uma direcção artística fabulosa.

Se a Bela de 1991 era já uma jovem culta e muito diferente das outras da sua idade, Emma Watson veste-lhe tão bem a pele, quer pela sua postura doce, mas convicta, quer pela sua imediata associação à defesa dos direitos das mulheres. Mais ainda, as parecenças de Bela com Hermione Granger - que catapultou Watson para a fama - fazem-nos sentir à-vontade com a presença da actriz. Apaixonada por livros, por saber mais, destemida, com um certo dom de inventora, Emma Watson traz-nos uma protagonista mais madura e mostra-se à altura do desafio.


O restante elenco contribui para aumentar a magia desta nova versão de A Bela e o Monstro. Dan Stevens faz bem o que lhe compete: oferece-nos o príncipe superficial de antes do feitiço e um Monstro enraivecido, desesperado, infeliz, que vai começando a mostrar o seu sentido de humor e bondade à medida que conhece Bela. Luke Evans foi uma escolha certeira para interpretar o narcisista Gaston, e protagoniza das cenas mais divertidas ao lado do seu companheiro LeFou (Josh Gad a dar cartas) e Kevin Kline é o pai extremoso de Bela. Entre os empregados-objectos do palácio enfeitiçado, encontramos, em especial, Ewan McGregor, o candelabro; Ian McKellen, o relógio; e Emma Thompson, o bule; cuja personalidade forte os tornam fundamentais no decorrer da acção.

Os aspecto mais negativo do filme é, como de costume, o 3D, onde perdemos pormenor e os planos parte da beleza e encanto originais.


A Bela e o Monstro, de Bill Condon, é uma adaptação competente, mas não necessária, do clássico da Disney. O esforço e talento da equipa resultaram num filme mais actual, que mantém a magia, continuando a fazer-nos sonhar.

terça-feira, 14 de março de 2017

Sugestão da Semana #263

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme português, São Jorge. A longa-metragem de Marco Martins, protagonizada por Nuno Lopes, já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.

SÃO JORGE


Ficha Técnica:
Título Original: São Jorge
Realizador: Marco Martins
Actores: Nuno Lopes, Jean-Pierre Martins, Gonçalo Waddington, Mariana Nunes, José Raposo, Carla Maciel, Paula Santos, Beatriz Batarda, Teresa Coutinho, David Semedo
Género: Drama
Classificação: M/14
Duração: 112 minutos

domingo, 12 de março de 2017

FESTin'17: Vencedores

O FESTin'17 terminou a 8 de Março, dia em que foram anunciados os filmes vencedores desta edição. Big Jato, a quarta longa-metragem do realizador brasileiro Cláudio Assis, foi o grande vencedor do festival, ao conquistar a categoria de Melhor Filme.


Big Jato conta a história  de um limpador de esgotos e do seu odiado irmão gémeo, interpretados por Matheus Nachtergaele. O protagonista venceu o prémio para Melhor Actor no FESTin.

Eis a lista completa de vencedores:

Melhor Longa-Metragem de Ficção
Big Jato, de Cláudio Assis

Melhor Longa-Metragem de Ficção – Prémio da Crítica
Comeback, de Érico Rassi

Melhor Longa-Metragem de Ficção – Prémio do Público
Uma Vida à Espera, de Sérgio Graciano

Menção Honrosa Longa-Metragem de Ficção
BR 716, de Domingos de Oliveira

Melhor Realizador
Érico Rassi, de Comeback

Melhor Actor
Matheus Nachtergaele, por Big Jato

Melhor Actriz
Glauce Guima, por BR 716

Melhor Documentário
Curumim, de Marcos Prado

Menção Honrosa Documentário
Todos, de Marilaine Castro da Costa e Alberto Cassol

Melhor Documentário - Prémio do Público
Um Sonho Soberano, de Gonçalo Portugal Guerra

Melhor Curta-Metragem 
Universo Preto Paralelo, de Rubens Passaro 

Melhor Curta-Metragem – Prémio do Público
Kuru, de Francisco Antunez

Menção Honrosa para Curta-Metragem
Rosinha, de Gui Campos

Melhor Infanto-juvenil - Júri Adulto
Lua em Sagitário, de Márcia Paraíso

Menção honrosa Infanto-juvenil - Júri Adulto
O Projecto do meu Pai, de Rosária Moreira

Menção Honrosa - Júri Infantil
Pequenos Animais sem Dono, de Maju de Paiva

Estreias da Semana #263

Seis filmes chegaram às salas de cinema portuguesas esta Quinta.feira. Kong: Ilha da Caveira e São Jorge são duas das estreias.

A Autópsia de Jane Doe (2016)
The Autopsy of Jane Doe
Tommy (Brian Cox) e Austin (Emile Hirsch), pai e filho, trabalham juntos como médicos legistas. Numa noite igual a tantas outras recebem um misterioso cadáver descoberto na cave de uma família que foi brutalmente assassinada. O corpo da jovem Jane Doe, como é provisoriamente chamada, está assustadoramente bem preservado e envolto em mistério. Enquanto trabalham noite fora para descobrir a causa de morte, os dois homens vão descobrindo os perturbadores segredos da sua vida. Depressa, uma série de terríveis acontecimentos tornam claro que Jane Doe pode não estar morta.

Antes de vos Deixar (2017)
Before I Fall
E se tivesse apenas um dia para mudar absolutamente tudo? Samantha Kingston tem uma vida perfeita: os amigos perfeitos, o namorado perfeito e um futuro aparentemente perfeito. De repente, tudo muda e Sam acorda sem futuro. Obrigada a reviver o mesmo dia uma e outra vez, começa a questionar o quão perfeita a sua vida realmente era.

Kong: Ilha da Caveira (2017)
Kong: Skull Island
Uma equipa de exploradores reúne-se na missão de explorar uma ilha desconhecida do Pacífico - com tanto de encantadora como de traiçoeira -, alheios ao facto de estarem a entrar no território do mítico Kong.

Neruda (2016)
1948, a Guerra Fria estendeu-se até ao Chile. No congresso, o senador Pablo Neruda critica abertamente o governo. O presidente Videla exige a sua destituição e confia ao temível inspector Óscar Peluchonneau a responsabilidade de deter o poeta. Neruda e a esposa, a pintora Delia del Carril, não conseguem sair do país e são obrigados a esconder-se. Ele espicaça o inspector, deixando-lhe voluntariamente pistas de forma a tornar a perseguição ainda mais íntima e perigosa. Neste jogo do gato e do rato, Neruda aproveita a ocasião para se reinventar e tornar-se um símbolo da liberdade e uma lenda literária.

Em São Jorge, focamo-nos em Jorge (Nuno Lopes), um boxeur desempregado que aceita trabalho nocturno numa empresa de cobranças difíceis. Num momento em que a mãe do seu filho o quer levar para o Brasil, Jorge vê neste emprego a sua única solução.

Um Reino Unido (2016)
A United Kingdom
Em finais dos anos 40 do século XX, Seretse Khama (David Oyelowo) e Ruth Williams (Rosamund Pike) conhecem-se em Inglaterra. Da atracção mútua nasce um grande amor, mas Seretse Khama é negro e príncipe herdeiro do protectorado do Botswana. Ruth é branca e britânica. A sua união enfrenta fortes preconceitos sociais e familiares e representa  uma afronta política na altura em que o governo da África do Sul acaba de implementar a política de separação completa de raças conhecida por Apartheid.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Podia Ser Eu #7

Uma morenaça, com aquele cabelão rebelde, o mau feitio e o amor pelos animais e pelo mar: a Moana podia ser eu.


MOANA, Moana